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Também chamado de: Preto-velho · Preta-velha · Vovôs e vovós · Linha das Almas · Povo de Aruanda

Pretos-velhos na Umbanda: quem são, saudação e 13 de maio

Os pretos-velhos são espíritos de anciãos africanos que viveram a escravidão e se tornaram mestres de paciência e sabedoria. Aconselham, benzem e acolhem.

Resumo

Como se apresentam
Como anciãos, curvados, sentados no banquinho, de fala mansa
Cores/vestes comuns
Branco, ou preto e branco; chapéu de palha e terço
Saudação
Adorei as Almas!
Elementos de trabalho
Cachimbo, café, arruda ou guiné, terço, água e pemba
Orixás que os regem
Obaluaiê, Omolu e Nanã; também Oxalá
Data comemorativa
13 de maio

Quem são os pretos-velhos?

Os pretos-velhos são espíritos de anciãos africanos que viveram no Brasil do tempo da escravidão. Mesmo diante de tanto sofrimento, alcançaram uma sabedoria e uma evolução espiritual imensas.

Os nomes costumam indicar a origem e a linha de trabalho: do Congo, de Angola, de Aruanda, das Almas, da Calunga. Podem vir como Pai, Mãe, Tio, Tia, Vovô ou Vovó, e todos são pretos-velhos.

Na Umbanda, eles são homenageados em 13 de maio, data da abolição. Para muitos umbandistas, são o próprio coração da religião.

Como os pretos-velhos trabalham na gira?

Chegam devagar, curvados, e trabalham sentados no banquinho. A fumaça do cachimbo limpa e descarrega; o ramo de arruda ou guiné benze; o terço acompanha a reza.

Dão passe, benzem, rezam e aconselham. Com simplicidade, desfazem cargas negativas e acalmam dores antigas da alma.

Aqui no templo, as giras de pretos-velhos são das mais procuradas por quem chega pela primeira vez.

O que os pretos-velhos ensinam?

Paciência, humildade e perdão. Os pretos-velhos falam como avós: sem pressa, com carinho e com uma clareza que desarma.

Ajudam a entender a própria dor e a aprender com ela. Ensinam a perdoar quem nos feriu, a perdoar a nós mesmos pelos erros e a honrar os antepassados que tiveram menos oportunidades.

Uma frase deles costuma acompanhar a pessoa por muito tempo.

Como se preparar para falar com um preto-velho

Não é preciso levar nada nas mãos. Basta sentar diante dele de coração aberto, sabendo que está diante de um mestre.

Conte com sinceridade o que está vivendo. A entidade não lê a mente de ninguém, e é o seu relato que abre caminho para a ajuda.

Na despedida, um "muito obrigado, meu pai" ou "minha mãe" vale mais do que qualquer presente. Se quiser agradar na firmeza de casa, café sem açúcar, pão e um galho de arruda são os elementos que usamos.

Desfazendo mitos sobre os pretos-velhos

Preto-velho não é espírito sofredor nem menos evoluído. A fala simples e o jeito humilde escondem uma força espiritual enorme.

O cachimbo não é vício: a fumaça é instrumento de limpeza, e o médium não traga como um fumante comum.

E a humildade deles não é submissão. É a sabedoria de quem atravessou a dor sem perder o amor.

Escrito do jeito que o Templo Filhos do Tempo ensina, na linha da Umbanda Sagrada. Outras casas podem trabalhar de outro jeito, e está tudo bem.

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Perguntas frequentes

Quem são os pretos-velhos na Umbanda?

São espíritos de anciãos africanos que viveram a escravidão no Brasil e se tornaram guias de sabedoria, paciência e cura espiritual.

Qual é a saudação dos pretos-velhos?

"Adorei as Almas!" É com essas palavras que os umbandistas recebem os vovôs e as vovós.

Qual é o dia dos pretos-velhos?

13 de maio, data da assinatura da Lei Áurea.

O que oferecer a um preto-velho?

Café sem açúcar, pão, um galho de arruda ou guiné, água e uma vela preta e branca. Mas o que eles mais gostam é de gratidão sincera.

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