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Também chamado de: Sincretismo religioso · Orixás e santos · Santos e orixás

Sincretismo na Umbanda: orixás e santos católicos

Sincretismo é o encontro de tradições religiosas numa mesma prática. Na Umbanda, ele aparece na ligação entre orixás e santos católicos, herança de uma história de resistência.

Resumo

Raízes
Africana, indígena e cristã, somadas ao espiritismo
Origem histórica
Resistência dos povos africanos escravizados
Na Umbanda Sagrada
Orixás como manifestações de Deus; culto aos santos livre

O que é sincretismo?

Sincretismo é a mistura de crenças e práticas de origens diferentes. A Umbanda nasceu assim: raízes africanas, indígenas e cristãs, com a contribuição do espiritismo e, com o tempo, de outras tradições.

Por isso encontramos casas com mais influência africana, outras com mais influência indígena, outras mais próximas do catolicismo e do espiritismo. Todas são Umbanda.

Por que orixás foram associados a santos?

Durante a escravidão, os povos africanos foram proibidos de cultuar seus orixás. Uma das formas de manter a fé foi reconhecer no santo católico uma qualidade parecida com a do orixá e cultuar um por meio do outro.

O que começou como resistência virou devoção sincera para muitas famílias brasileiras, que rezam para o santo e saúdam o orixá sem conflito.

Quais são as correspondências mais comuns?

As associações mudam de região para região. Em São Paulo, algumas das mais comuns são:

  • Oxalá — Jesus Cristo
  • Iemanjá — Nossa Senhora dos Navegantes e Nossa Senhora da Conceição
  • Oxum — Nossa Senhora Aparecida
  • Ogum — São Jorge
  • Oxóssi — São Sebastião
  • Xangô — São Jerônimo e São João Batista
  • Iansã — Santa Bárbara
  • Nanã — Santana
  • Obaluaiê e Omolu — São Lázaro e São Roque
  • Erês — São Cosme e São Damião

Como a Umbanda Sagrada vê o sincretismo?

Na Umbanda Sagrada, que é a linha que seguimos, os orixás são entendidos como manifestações de Deus com fundamento próprio, e cada pessoa é livre para cultuar os santos como o coração pedir.

Honramos essa herança: o santinho na cozinha, a vela do anjo da guarda e o terço sobre a cama convivem com os orixás em muitas casas brasileiras. Sincretismo é memória, não confusão.

Escrito do jeito que o Templo Filhos do Tempo ensina, na linha da Umbanda Sagrada. Outras casas podem trabalhar de outro jeito, e está tudo bem.

Para aprofundar

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Perguntas frequentes

Orixá e santo são a mesma entidade?

Não. São expressões de tradições diferentes que foram associadas por semelhança. Muitas pessoas reverenciam os dois, cada um no seu lugar.

Posso ter imagem de santo no altar de Umbanda?

Pode. Muitas casas mantêm imagens de santos no congá, e a Umbanda Sagrada deixa cada pessoa livre para cultuá-los.

Por que Ogum é São Jorge em São Paulo e Santo Antônio na Bahia?

Porque, em cada região, os devotos reconheceram no orixá as qualidades de um santo diferente. Outras casas usam outras correspondências, e está tudo bem.

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