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Erva sagrada

Romã na Umbanda: para que serve, banho e orixás

A romã é fruto de fartura e de decisão: atrai prosperidade, protege e ajuda a escolher com firmeza. Na nossa casa, trabalha com Ciganas, Pombagiras, Ogum, Xangô, Iansã e Obá.

Resumo

Classificação
Morna (equilibradora): harmoniza e pode ir no dia a dia
Orixás e entidades
Ciganas, Pombagiras, Ogum, Xangô, Iansã e Obá
Ação energética
Atrai prosperidade, protege e fortalece a vontade; ajuda a decidir
Usos
Banho, defumação, pó, bate-folha, benzimento e patuá
Parte usada
Folhas, casca e sementes

Para que serve a romã na Umbanda

Poucas frutas carregam tanto símbolo quanto a romã, com suas sementes vermelhas bem apertadas. No terreiro, folhas, casca e sementes formam em volta da pessoa um campo que chama boas oportunidades e fartura. Ela também fortalece a vontade, ajuda nas decisões e traz uma sensação de liberdade e alegria.

Aqui no templo, a romã entra em banhos, defumações, pós, bate-folha, benzimento e patuás. Também é lembrada como proteção para quem vive na estrada ou atravessa uma fase de muitas mudanças. Ensinamos aos filhos que prosperidade tem a ver com movimento: a romã abre caminho, mas pede que a pessoa ande.

Com quais orixás e guias ela trabalha

Na nossa casa, a romã é muito querida pelas Ciganas e pelas Pombagiras, que trabalham a liberdade, a alegria e a atração. Ogum e Iansã, o casal da Lei, trazem a proteção e o movimento que abrem caminhos.

Xangô, da Justiça, dá o equilíbrio para decidir, e Obá, do Conhecimento, a firmeza e a concentração para sustentar a escolha. Por reunir tanta força, é fruto presente em oferendas e firmezas de prosperidade.

Como usar a romã com segurança

Na lista da casa, a romã tem classificação morna, ou equilibradora: harmoniza, corrige o excesso das ervas quentes e pode entrar no dia a dia. Aqui no templo, os banhos de ervas mornas são tomados da cabeça aos pés, depois do banho de higiene e com uma prece de consagração. Se a sua casa orienta outra coisa para a cabeça, siga o seu dirigente.

A casca da romã tem tanino e pode manchar tecido claro e escurecer levemente a pele. Para o patuá, use sementes e casca bem secas, para não mofar dentro do saquinho. A fruta madura pode ir em oferenda, e as sobras do preparo voltam para a terra.

  • Fresca, macere com as mãos na água; seca, ferva por alguns minutos e use depois de amornar.
  • Uso externo: o preparo ritual não é para beber nem para comer.
  • Na dúvida sobre a planta, não use: erva que você não reconhece não entra no ritual.
  • Gestantes, lactantes e pessoas com alergia ou pele sensível: conversem antes com o médico e com a casa.
  • Na defumação, deixe o ambiente ventilado e redobre o cuidado com crianças, animais e quem tem asma.

Quer se aprofundar?

Para despertar a romã antes do uso, entre os verbos propiciatórios que falamos estão direcionar, proteger, ampliar e atrair. A lista completa de verbos da romã, as combinações com outras ervas e as receitas de banho, defumação e pó em que ela entra estão no e-book Ervas Sagradas, material de estudo da nossa casa. É material de estudo: ajuda a entender o porquê de cada uso e não substitui a orientação da sua casa.

Escrito do jeito que o Templo Filhos do Tempo ensina, na linha da Umbanda Sagrada. Outras casas podem trabalhar de outro jeito, e está tudo bem.

Para aprofundar

Aprofunde no E-book Ervas Sagradas

Perguntas frequentes

Posso tomar banho de romã na cabeça?

Pode. A romã é morna, equilibradora, e aqui no templo esse banho vai da cabeça aos pés. Cada casa tem suas regras para o ori (a cabeça): se a sua orienta diferente, siga o seu dirigente.

A romã é erva quente ou fria?

Nem uma nem outra: a romã é morna, ou equilibradora. Ervas mornas harmonizam, corrigem o excesso das quentes e podem ser usadas no dia a dia.

Qual é o orixá da romã?

Na nossa casa, a romã trabalha na força de Ciganas, Pombagiras, Ogum, Xangô, Iansã e Obá. Ciganas e Pombagiras trazem liberdade e atração; Ogum, Iansã, Xangô e Obá, proteção, movimento e firmeza para decidir.

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