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Erva sagrada

Cavalinha na Umbanda: para que serve, banho e orixás

A cavalinha é erva de movimento e direção: ajuda a tirar a vida do lugar, abrir caminhos e atrair clientes. Trabalha na força de Ogum e Iansã.

Resumo

Classificação
Morna (equilibradora): harmoniza e pode ir no dia a dia
Orixás e entidades
Ogum e Iansã
Ação energética
Movimenta a vida, dá direção e ajuda a abrir caminhos e atrair clientes
Usos
Banho, defumação, pó, bate-folha e benzimento

Para que serve a cavalinha na Umbanda

A cavalinha é uma planta antiga, de caules finos e segmentados que parecem pequenos bambus. Na Umbanda, ela é lembrada quando a vida está parada: o comércio sem movimento, os projetos sem andamento, a pessoa sem saber para onde ir. Ela dá direção e empurra para frente.

Aqui no templo, a cavalinha entra em banhos, defumações, pós, bate-folha e benzimento, e é muito procurada por quem tem negócio próprio e quer mais clientes. Costumo explicar aos filhos que a erva abre a porta, mas é o atendimento bem feito que faz o cliente voltar.

Com quais orixás e guias ela trabalha

Na nossa casa, a cavalinha trabalha com Ogum e Iansã, o casal do Trono da Lei. Ogum ordena, conduz e abre os caminhos com firmeza. Iansã movimenta com seus ventos e dirige cada coisa para o seu destino. A cavalinha soma essas duas forças: organiza e põe para andar.

Como usar a cavalinha com segurança

Na lista da casa, a cavalinha tem classificação morna, ou equilibradora: harmoniza, corrige o excesso das ervas quentes e pode entrar no dia a dia. Aqui no templo, os banhos de ervas mornas são tomados da cabeça aos pés, depois do banho de higiene e com uma prece de consagração. Se a sua casa orienta outra coisa para a cabeça, siga o seu dirigente.

Os caules da cavalinha são ásperos e podem arranhar a pele sensível na hora de macerar: use luvas e coe bem o banho antes de jogar no corpo. Compre de fornecedor confiável, porque existem espécies parecidas que não são as usadas tradicionalmente.

  • Fresca, macere com as mãos na água; seca, ferva por alguns minutos e use depois de amornar.
  • Uso externo: o preparo ritual não é para beber nem para comer.
  • Na dúvida sobre a planta, não use: erva que você não reconhece não entra no ritual.
  • Gestantes, lactantes e pessoas com alergia ou pele sensível: conversem antes com o médico e com a casa.
  • Na defumação, deixe o ambiente ventilado e redobre o cuidado com crianças, animais e quem tem asma.

Quer se aprofundar?

Na consagração da cavalinha, usamos verbos propiciatórios como movimentar, direcionar e encaminhar. Os verbos completos da cavalinha, com quais ervas ela combina e as receitas de banho, defumação e pó ficam no e-book Ervas Sagradas, ao lado de mais de 100 ervas da nossa lista. É leitura de estudo, para usar com consciência e sempre com a orientação de quem cuida de você.

Escrito do jeito que o Templo Filhos do Tempo ensina, na linha da Umbanda Sagrada. Outras casas podem trabalhar de outro jeito, e está tudo bem.

Para aprofundar

Aprofunde no E-book Ervas Sagradas

Perguntas frequentes

Posso tomar banho de cavalinha na cabeça?

Pode. A cavalinha é morna, equilibradora, e aqui no templo esse banho vai da cabeça aos pés. Cada casa tem suas regras para o ori (a cabeça): se a sua orienta diferente, siga o seu dirigente.

A cavalinha é erva quente ou fria?

Nem uma nem outra: a cavalinha é morna, ou equilibradora. Ervas mornas harmonizam, corrigem o excesso das quentes e podem ser usadas no dia a dia.

Qual é o orixá da cavalinha?

Na nossa casa, a cavalinha trabalha na força de Ogum e Iansã. Ogum abre e ordena o caminho; Iansã movimenta e dirige.

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Templo Espiritualista Filhos do Tempo · Cotia/SP · Dirigente: Mãe Lu (Lucila Celete)

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